Pensei várias vezes se tentava um contato contigo ou não. Sinto que talvez eu tenha quebrado uma ideia romântica de ter sido apenas uma lembrança. Todo mundo que passou, deixou um pedaço, levou outro - ás vezes. E mesmo que essas pessoas se percam no tempo, no momento ou mesmo se percam de nós, sempre resta algo para se lembrar. A verdade é que você passou, deixou um pouco e levou um pouco. Não queria que se perdesse no tempo, não queria que se perdesse de mim. Gostaria muito de conversar contigo, mesmo sem nunca mais nos encontrarmos. Desculpa não te responder antes, tenho duas desculpas pra isso. Uma é que eu realmente estou com uma encrenca no trabalho e a segunda é porque eu não fazia ideia do que te responder... Não se preocupe com isso. Por pouca experiência contigo, sei que há algo positivo em teu silêncio. Como você está? Penso em você de vez em quando. Muitas coisas acontecendo, também coisas boas. O plano ainda está na gaveta, mas não consigo parar pra pensar nisso ultimamente... Eu não sei se é uma boa idéia, me desculpa... Continuo em um momento introspectivo. Tô com uma aversão a qualquer tipo de relacionamento, não é nada com você. E quem disse que estou pensando em relacionamento? Longe disso. Pensei um café! Na livraria. Nada mais que isso, nada que não queira. Mas enfim, não sou de insistir, aquela noite foi bem gostosa e não seria nada mal repetí-la. Mas tranquilo, se me conhecesse saberia que não irei pedir de novo. Espero que teus planos saiam da gaveta! Eu também;Café?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
vai passar
Olhe, não fique assim não vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia.Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói,ai,eu sei como dói. Mas passa.Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
C.F.A
Ele pode estar olhando as suas fotos . Neste exato momento . Porque não ? Passou-se muito tempo . Detalhes se perderam . E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz . Escondida . Sem deixar rastro nem pistas . Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças . As boas . Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você . Todos os dias . E ainda assim preferir o silêncio . Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros . Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes . Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta . Não há escape . Talvez ele perceba que você faz falta . E diferença . De alguma forma, numa noite fria . Você não sabe . Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado inverno em Paris . Talvez ele volte . Você confia nele? - Sim.
-
Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda!Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.
-
Alguém me ensina a pensar menos nele? Alguém me ensina a não repetir centenas de vezes à mesma cena na cabeça? E não fazer dessas lembranças o meu maior martírio? Porque dói, dói muito pensar que há pouco tempo eu estive inteira com ele e o deixei partir, assim, sem insistir, sem nem um “fica mais um pouco?”. É possível não sentir esses arrepios ao lembrar-me do toque, do cheiro, do beijo dele? Ah, eu daria tanta coisa para que aquele anjo estivesse aqui comigo agora, hoje, amanhã, sempre. Eu daria tudo pra vê-lo sorrir mais uma vez pra mim, mas quando estou com ele fico tão pequena, entrego-lhe o que ainda me resta, ele vai embora e eu fico aqui, me sentindo incompleta, me sentindo um nada, sobrevivendo apenas de migalhas da minha memória.
-
Além disso, sou terrivelmente instável e entender as minhas reações é coisa que às vezes nem eu mesmo consigo. Não posso mentir a você, não quero. Mas por favor não fantasie, menina, não seja demasiado adolescente. Como eu te escrevi várias vezes, é no nosso encontro, cara a cara, olho a olho, que as coisas vão se definir. Veja se você consegue separar o sonho da realidade. Anel, por exemplo, é um sonho. É um sonho que trago comigo há muito tempo e que comuniquei a você ? e que não é hora ainda de ser realidade, porque não tenho absolutamente nada além da minha cuca? você me entende? Menina, menina, tenho uma ternura enorme por você! e para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão, quando te escrevo. Como fiz agora. Talvez tenha te parecido duro ou demasiado frio. Mas acho, honestamente, que você não deve se arriscar a ter uma tremenda decepção, depois de um ano inteiro de sonhos. Nós vamos nos ver, nós vamos conversar, sair juntos, provavelmente nos tocar e de repente tudo pode realmente ser. Ou não. Mas de jeito nenhum quero, sei lá, ser irresponsável ou não medir as conseqüências dum negócio que pode ser muito sério. Já não sou o mesmo, como você também não é. Endureci um pouco, desacreditei muito das coisas, sobretudo das pessoas e suas boas intenções.
-
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
-
Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural — se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como a minha possibilidade de paz — a única que pintou até agora, “nesta minha vida de retinas fatigadas”. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito. Tô morando, trabalhando, estudando e amando. Esses são os quatro foles da minha vida, no momento, e sobre cada um deles eu teria milhares de páginas a preencher. Sei lá, menina, tá tudo tão legal — e um legal tão batalhado, um legal merecido, de costas e pernas doendo, mas coração tranqüilo.
-
Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para me arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos e chocolates. Apague minhas interrogações.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
...
Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
saia antes do final
Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos… Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.
'' Caio Fernando De Abreu''
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
traduzir-se
Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém
Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa
Pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte noutra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?
Traduzir-se de Adriana Calcanhotto!
seu manequim
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra… está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros – é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas… . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los. Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras. A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza… que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas… mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda… cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo. Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa… viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos. Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.
" Paulo Coelho
Quando vi esse texto foi amor a primeira vista, porque mostra de forma escancarada tudo que eu acho, e não precisa dizer mais nada, ne? até porque no final de semana tem o desfile, então fica a dica!
as tais explosões
Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos. Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos. Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto. Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos. Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma. Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil. Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros e os comerciais de TV. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto. Minto, tenho tudo a ver com explosões.
ciclos
Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
(Fernando Pessoa)
Monange Dream Fashion Tour
Nesse sábado, 13 de agosto, vai acontecer o maior desfile de moda de recife, o Monange Dream Fashion Tour, e eu e Vanessa vamos pra fazer a cobertura e trazer tudo pra vocês verem :) O tour acaba no dia 9 de setembro. As top models que vão desfilar são Carol Trentini, Isabeli Fontana, Izabel Goulart e Renata Kuerten. Também vai ter a participarão as Meninas Fantásticas Regina Krilow, Rafaela Gewehr, Tissiane Freitas e Nayane Teixeira e outras 14 tops internacionais.Esse time de modelos viaja por 11 cidades do Brasil. Além de tudo isso, ainda terá o show de RPM (Revoluções por minuto).
Detalhes:
Vai rolar no Chevrolet Hall, a abertura da casa será às 21:00 horas e o desfile começa às 23:00 horas, o preço do ingresso da pista é R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), e estão a venda na Renner, no próprio Chevrolet e no site http://www.ingressorapido.com.br/ ou pelo telefone (81) 4003-1212.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Certa vez denominaram-me a "Rainha do Déficit".
Déficit que pulava a cerca do egoísmo e se manifestava no coração e na inquietação dos compromissos inadiáveis que a vida reorganizou. Déficit que escondeu o caráter num baú esquecido em algum lugar da rotina convencional, coberto por alguma semi-cena imaginária. Eis que um dia me perguntaram o que achava da sociedade e, clara e eminentemente, respondi: "Que comam bolo!" Numa outra ocasião, vi-me queimando (em sã consciência) as injustiças repelidas em meu juízo de valor. Será que por entre a sombra de toda a luxúria que me é colocada a frente, poderia abrir mão de três ou quatro novas carapuças que eventualmente me serviriam em troca de alguns reais ideais? Ora, que nenhuma rebeldia seja equívoca e sem causa! Paradigmas existem para consentimento. Paradoxos (sobretudo, os de alma), para dar rumo as nossas vidas. Logo, quitar as dívidas com minha paz de espírito e aparecer em festas de aniversário me parecem um ótimo começo. Meu recado? Atrasar os ponteiros para aprender que a maior lição está em dedicar um quarto do relógio medindo palavras, outro quarto sonhando e dois amando o que é passageiro e lhe oferece ombros todos os dias. Caso insistirem em me perguntar o que acho da sociedade ao meu redor, espero com toda fé responder: " Que continuem sob meus olhos e minhas asas ".
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
você não reage
Então tenho estado assim. Por enquanto, imóvel. Mas já estou deixando portas e janelas abertas pra sair, ou entrar. Ou pelo menos pra que hajá mudança; Enquanto vou andando e pensando no que fazer, sem fazer nada; o tempo vai correndo, tentando me deixar cada vez mais para traz; Se o tempo e o destino andam mesmo lado a lado, não adianta nem eu tentar corre. Mas parece que não. Vejo nos seus olhos a mesma coisa que você ver nos meus. Se eu puder agora falar de amor, vou falar que o vejo eterno nos seus olhos. E que o escrevo nos meus para que você possa ler. E você lê, tenho certeza que lê. Se faz de cego, se faz de surdo, se faz de mudo, enquanto seu coração tenta incansavelmente ler, ouvir, gritar o amor que você lê nos meus olhos. Tudo em vão. Sim, nós somos capazes de andar com o tempo, e de ter tempo pra andar só temos que ter força. As vezes, o tempo consegue estragar a felicidade de uma vida, por uma vida inteira.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
o hit do verão!
- COLCCI
Primavera/Verão 2012 Alessandra Ambrósio e Ashton Kutcher posaram lindos para as lentes de Jacques Deckequer em Ipanema, no Rio de Janeiro.
O Off-White vai ser indispensável no próximo verão. A cor é neutra, transmite o frescor da estação e tem tudo para cair no gosto dos fashionistas. Na próxima temporada, a tendência ganha força no look total, que pode ganhar acessórios coloridos pra dar um up. Alê Ambrósio e Candice Swanepoel já aderiram, só falta você!
- Detalhes da coleção primavera/verão 2012
. Cores
A cor tem papel fundamental no desfile e elas são marcantes: laranja, amarelo cítrico, branco, pink, azul marinho. Muitas listras e mistura de texturas.. Acessórios
Ganchos de alpinismo dão um ar jovem e descontraído para bolsas, jeans e casacos.. Sapatos
Para elas, sapatos anabela nas alturas e detalhe especial com zíper. Para eles, oxford com solas coloridas!Ta com tudo a coleção, muito linda! E claro que para o dia dos pais tem mais.
A Colcci também vai presentear o seu pai. Na compra de qualquer peça da coleção Primavera 2012, você ganha uma t-shirt exclusiva para o paizão no dia 14 de agosto. Aproveite!
Consulte a loja Colcci mais próxima para saber se ela está participando da promoção.
power of love
Mais novidades quentinhas meninas! Para quem ainda não sabe, a nova coleção da melissa trará um modelos inéditos em parceria com Vivienne Westwood e talvez Glam também em versão lisa. A nova coleção da Melissa de verão 2012, que já é quase certeza que se chamará Power of Love (porder/força do amor)!
- Melissa verão 2012: HUMAN (humanos)
A notícia da vez é o novo modelo, Melissa Human, que promete fazer o maio bafafá! Um sapatinho furado com um laço estilo cadarço de lado. Ta muita meiga uma fofura pra quem curte estilo bonequinha *-*
- ENJOYING (desfrutar)
É a já conhecida, o oxford Melissa Enjoying II que volta em cores que são a cara do verão: prata, bege, azul, roxo, preto e laranja.
- EAGLE (águia)
Scarpin estilo Skycraper,com detalhes de furos no calcanhar.
- ELETRIC (elétrica)
Nova versão da aranha de salto.
- CRISTAL
Modelo de salto anabela, bico afinado e detalhes vazados na frente.
- GALATIC
Estilo sapatinho, rasteira, toda furadinha com um laço na lateral.
- HARMONIC
Chinelo de saltinho nas versões com laço e bolinhas.
- STAR
Melissa rasteira com tira no calcanhar, duas tirinhas na frente e lacinho do lado. MUUUUUUITA LINDA (quero essa) *_*
- WIND (vento)
Estilo gladiadora com tirinhas de tecido.
No total, somando os modelos novos e os que voltam, serão cerca de 65 pares diferentes. Preparem os bolsos.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
tênis das havaianas
Lançamentos Havaianas 2012: Uma das sandálias que viraram acessórios indispensáveis para os pés dos brasileiros ganham diversos modelos a cada ano que passa, sendo que para o ano de 2012 estão sendo fabricados diversos modelos de tênis, isso mesmo tênis das havaianas, ideais para quem pretende ir para praia ou então sair para a balada de sua cidade.
A nova sensação das havaianas 2012 com certeza será os tênis que terão suas palmilhas muito semelhante com as sandálias havaianas, os modelos dos tênis foram comparados a sandálias fechadas, ideal para sair para balada sem perder a leveza em seus pés, podendo também passar ótimos dias na praia com seus tênis havaianas, o nome da nova coleção é “Soul Collection” e que já ganha vários seguidores no Brasil todo.
Assinar:
Comentários (Atom)















































